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	<title>O Culto de SOPHIA</title>
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	<description>&#34;Sabedoria denota a busca dos melhores extremos da melhor forma.&#34; - Francis Hutcheson</description>
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		<title>O Culto de SOPHIA</title>
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		<title>Reflexos A.K.A. Haloperidol</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Dec 2011 03:43:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marques Patrocínio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pílulas Vomíficas]]></category>

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		<description><![CDATA[Liberdade ? Assim nos indaga os pássaros no mar e os peixes no ar. Pensamos em liberdade sem sequer entender sua significância, apenas a refletimos como resultado de alguma experiência de aprisionamento, e pelo oposto chegamos ao nosso ideal de liberdade, no entanto só somos verdadeiramente livres na medida em que essa liberdade contrasta com [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cultodesophia.wordpress.com&amp;blog=13042747&amp;post=243&amp;subd=cultodesophia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cultodesophia.files.wordpress.com/2011/12/1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-244" title="1" src="http://cultodesophia.files.wordpress.com/2011/12/1.jpg?w=614&#038;h=537" alt="" width="614" height="537" /></a></p>
<p>Liberdade ? Assim nos indaga os pássaros no mar e os peixes no ar. Pensamos em liberdade sem sequer entender sua significância, apenas a refletimos como resultado de alguma experiência de aprisionamento, e pelo oposto chegamos ao nosso ideal de liberdade, no entanto só somos verdadeiramente livres na medida em que essa liberdade contrasta com a falta dela, e geralmente essa medida nos é mais imediata no outro, assim sendo, nosso conceito de liberdade surge por comparação e por referencia ao meio social no qual nos encontramos. A liberdade assim postulada entra em contradição, se conseguimos conceber o estado de liberdade somente em constrate com um estado onde não somos livres, e sendo esses dois estados pautados em observancia no outro que se encontra inserido em um meio social comum, então a sociedade que determina os mecanismos de escravidão é a mesma que promove a liberdade, assim nossa idéia de liberdade é uma ilusão tanto quanto a de escravidão, pois bastaria excluirmos a sociedade e encontrariamos nossa liberdade ou nossa maior servidão.</p>
<p>O que de primeira impressão pode parecer uma observância pessimista, alerto categoricamente que não é essa a intenção, ao contrário, nesse mecanismo simples talvez esteja expressa o caminho que nos nela a sintese entre escravidão e liberdade, e na conquista disto voltamos a pensar no nosso querido tio francês, &#8220;<em>o inferno são os outros</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align:right;"><em><strong>Marques Patrocínio</strong></em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cultodesophia.wordpress.com/243/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cultodesophia.wordpress.com/243/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cultodesophia.wordpress.com/243/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cultodesophia.wordpress.com/243/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cultodesophia.wordpress.com/243/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cultodesophia.wordpress.com/243/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cultodesophia.wordpress.com/243/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cultodesophia.wordpress.com/243/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cultodesophia.wordpress.com/243/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cultodesophia.wordpress.com/243/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cultodesophia.wordpress.com/243/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cultodesophia.wordpress.com/243/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cultodesophia.wordpress.com/243/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cultodesophia.wordpress.com/243/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cultodesophia.wordpress.com&amp;blog=13042747&amp;post=243&amp;subd=cultodesophia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Chá das Cinco ? Quarks, Bolinhos e Orgia Científica</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 04:35:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marques Patrocínio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pílulas Vomíficas]]></category>

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		<description><![CDATA[Quatro jovens senhoras reúnem-se além de qualquer eternidade para seu costumeiro chá, irmãs gêmeas, e todos que as buscam insistem em suas particularidades sem se aterem ao fato de que são elas frutos de um mesmo útero e que o resultado de suas interações seja apenas aspectos de uma quinta, a mãe de todas elas, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cultodesophia.wordpress.com&amp;blog=13042747&amp;post=236&amp;subd=cultodesophia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cultodesophia.files.wordpress.com/2011/12/2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-237" title="Cromodinâmica, Eletrodinâmica, Flavordinâmica, Geometrodinâmica " src="http://cultodesophia.files.wordpress.com/2011/12/2.jpg?w=614&#038;h=345" alt="" width="614" height="345" /></a></p>
<p>Quatro jovens senhoras reúnem-se além de qualquer eternidade para seu costumeiro chá, irmãs gêmeas, e todos que as buscam insistem em suas particularidades sem se aterem ao fato de que são elas frutos de um mesmo útero e que o resultado de suas interações seja apenas aspectos de uma quinta, a mãe de todas elas, a que não se reúne ao encontro, pois está ocupada demais colidindo galáxias e rindo além de qualquer som da tentativa inócua de sua perturbação.</p>
<p>Chá fantástico esse, quarks de um lado para outro dentro de um próton, xícaras em gravitação e observadores tão cegos quanto Demócrito de Abdera, contudo sem seu sorriso, e elas ali tão maculadas quanto um<a href="http://cultodesophia.files.wordpress.com/2011/12/2.jpg"><br />
</a>a prostituta em meio ao caos de um porto qualquer, marinheiros das mais diversas eras e mares se juntam a esse frenesi e bebem desse chá, mas não existe qualquer libertação nesse ato e sim mais teias que os prendem a uma ignorância extática exaltada como sabedoria moderna. Pobres marinheiros, os poderes do canto das sereias o escravizam e tornam tudo o que chamam de ciência um labirinto monótono e sem fim.</p>
<p>Sentadas duas irmãs cochicham e zomba da tentativa dos homens em satisfazer suas velhas doçuras avistar suas entranhas  desprovidas de qualquer recato, uma forte como o touro mais voraz e a outra fraca como a idéia de divindade inerente a todo ser, temidas, destroem universos e para evitar o tédio se deitam com toda uma trincheira de infantaria em meio a qualquer guerra idiota. No chá, só fazem zombar, enquanto suas outras duas irmãs devoram Saturno já de barriga cheia com seus filhos, chá fantástico esse&#8230;</p>
<p>Enquanto os ditos sábios modernos transformam a física em um canal exclusivo de ilusão, e prevaricam com essas jovens senhoras, se esquecem do verdadeiro objetivo, o encontro com a mãe dessas que se titulam fundamentais. Pois ao contrário dessas quatro prostitutas baratas, a mãe delas continua virgem a todos os homens&#8230;</p>
<p>Esqueçam o chá marinheiros, e ouçam os risos da mãe, pois ela é o próprio mar por onde navegais, só não se esqueçam de antes de embarcar quebrar seus bósons e glúons, nesse mar não há formas nem medições, tão pouco interações, apenas mar.</p>
<p><em><strong>                                      </strong></em></p>
<p style="text-align:right;"><em><strong>Marques Patrocínio</strong></em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cultodesophia.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cultodesophia.wordpress.com/236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cultodesophia.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cultodesophia.wordpress.com/236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cultodesophia.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cultodesophia.wordpress.com/236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cultodesophia.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cultodesophia.wordpress.com/236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cultodesophia.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cultodesophia.wordpress.com/236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cultodesophia.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cultodesophia.wordpress.com/236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cultodesophia.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cultodesophia.wordpress.com/236/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cultodesophia.wordpress.com&amp;blog=13042747&amp;post=236&amp;subd=cultodesophia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Prānāyāma Para Eternos Confundidos</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Nov 2011 01:42:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marques Patrocínio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Altruísmo Etílico Anarmônico]]></category>

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		<description><![CDATA[Todas as metáforas figuram nossas vida a uma estrada, os dias corridos ao percorrer da mesmas. Através dessas figurações olho ao lado, a frente e atrás, e não vejo um semelhante sequer nesse estrada, os pés estão cansados, as sandálias gastas a vista de não conseguir distingui-las de meu próprio pé. Bilhões de estradas ocultam-se [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cultodesophia.wordpress.com&amp;blog=13042747&amp;post=227&amp;subd=cultodesophia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://cultodesophia.files.wordpress.com/2011/11/dark-garden.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-228" title="Bailarinos e as Duas Doses Oníricas - Prāṇāyāma Para Eternos Confundidos" src="http://cultodesophia.files.wordpress.com/2011/11/dark-garden.jpg?w=614" alt=""   /></a></p>
<p>Todas as metáforas figuram nossas vida a uma estrada, os dias corridos ao percorrer da mesmas. Através dessas figurações olho ao lado, a frente e atrás, e não vejo um semelhante sequer nesse estrada, os pés estão cansados, as sandálias gastas a vista de não conseguir distingui-las de meu próprio pé. Bilhões de estradas ocultam-se por detrás dessa paisagem que não é senão a sombra de minhas próprias impressões.</p>
<p>Paira-me sempre a certeza de estar andando em círculos, muda-se a paisagem, mas continuo no mesmo ponto de onde comecei ontem a caminhar, preso a um circulo vicioso, onde o resultado é o puro ócio. Devo plantar mais arvores.</p>
<p>As pernas doem, mas persisto, continuo sem saber para onde e mais uma vez chego ao mesmo lugar, essa certeza do ponto de chegada de cada caminhar se igualar ao ponto de partida, muito me confunde, como o bosque com sua neblina e perfume dos pinhos do amanhecer pode ser o mesmo tempo o pico dessa montanha coberta por neve, escuro, insólita? Incrivelmente, aos cerrar dos olhos, como que por encanto amanha acordarei novamente em meu bosque.</p>
<p>Bolhas espalhadas pelos pés, o couro do calçado não se distingue de minha pele e, apesar da dor caminho, mesmo sabendo que o único lugar que poderei chegar é ao pico da montanha monstruosa, onde sussurros que provem de lugar nenhum tomam um lamento tamanho e incomodam a noite escura, que em um ato de desaprovação lança raios e trovões novamente em direção a lugar nenhum. Deveria implorar mais, a natureza das coisas, para que um desses raios em minha direção viesse.</p>
<p>Deveria plantar algumas arvores em meio a toda essa escuridão, sim deveria plantar mais arvores.</p>
<p>Por ventura sabendo o destino de minha estrada, e de meu desconforto no pico da montanha monstruosa, por que então não permaneço no encanto do bosque ao amanhecer? Já me acostumei caminhar, impossível seria a inércia e a simples contemplação. Observando a paisagem desse novo dia, tudo esta diferente, mas perfeitamente condizente com a paisagem do ontem, não coube transformação e renovação, apenas mudanças nesse lado do palco.</p>
<p>Os pés com suas bolhas ainda doem.</p>
<p>Devo novamente começar a caminhar.</p>
<p>Sempre renovado da expectativa, de algo novo por detrás dessas arvores ou por debaixo da neve da montanha encontrar. Essa minha esperança, se traduz no meu maior desespero, esperança que me acalenta o coração, esse é o combustível do caminhar; De uma vez por todas deveria encarar que essa esperança não é senão desespero travestido de virtude.</p>
<p>Sonho a cada noite, nessa imensidão de tempo não contado, com um machado tão grande e afiado que em um só golpe colocaria todo esse bosque do amanhecer abaixo, assim transformaria tudo em lenha, e dançaria nu diante a maior fogueira que minha imaginação conseguisse vislumbrar, com uma inspiração preencheria todo o vazio interno com o ar quente, dançando iria ao pico da montanha, e com um sopro derreteria toda a neve, as chamas de minha fogueira encantam os lamentadores que não mais sussurram em dor para noite. Silêncio. A noite não tem raios e trovões, e se torna clara, como um espelho a imitar o reflexo da fogueira. E danço. Sem bosques ao amanhecer e sem montanhas monstruosas ao anoitecer, o caminho deixou de existir, apenas danço.</p>
<p><a href="http://cultodesophia.files.wordpress.com/2011/11/firedance.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-229" title="Dança Onírica" src="http://cultodesophia.files.wordpress.com/2011/11/firedance.jpg?w=614" alt=""   /></a></p>
<p>Maldito despertar, maldito seja.</p>
<p>As bolhas nos pés hoje estão maiores, as pernas doem mais que ontem, novamente estou caminhando, esperando o sonho repetido dessa noite que me aguarda.</p>
<p>Hoje plantarei mais arvores e verei a neve aumentar no pico da montanha monstruosa.</p>
<p>Perdão, lamentadores.</p>
<p>De lugar algum provem agora o silenciar de seus sussurros doloridos, perdão. Apenas em meus sonhos repetidamente eternos se encontra a dissolução desse dia inerte e dessa noite tortuosa.</p>
<p>Hoje, depois do cansaço de tanto caminhar, voltarei a sonhar.</p>
<p style="text-align:right;"><em><strong>Marques Patrocínio</strong></em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cultodesophia.wordpress.com/227/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cultodesophia.wordpress.com/227/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cultodesophia.wordpress.com/227/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cultodesophia.wordpress.com/227/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cultodesophia.wordpress.com/227/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cultodesophia.wordpress.com/227/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cultodesophia.wordpress.com/227/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cultodesophia.wordpress.com/227/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cultodesophia.wordpress.com/227/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cultodesophia.wordpress.com/227/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cultodesophia.wordpress.com/227/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cultodesophia.wordpress.com/227/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cultodesophia.wordpress.com/227/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cultodesophia.wordpress.com/227/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cultodesophia.wordpress.com&amp;blog=13042747&amp;post=227&amp;subd=cultodesophia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Dança Onírica</media:title>
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		<title>A Morte das Rosas</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Nov 2011 04:42:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marques Patrocínio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pílulas Vomíficas]]></category>

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		<description><![CDATA[O inverno castiga e tudo está morto, os dias eram de um todo cinza, não havia sol. Estávamos espalhados em meio ao nada, famintos. A fome era nossa única companhia, andávamos de um lugar ao outro revirando restos, quando muito migalhas encontrávamos e a ingestão dessas somente aumentavam a fome logo mais. Sempre com muita [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cultodesophia.wordpress.com&amp;blog=13042747&amp;post=223&amp;subd=cultodesophia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cultodesophia.files.wordpress.com/2011/11/dead-rose.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-224" title="A Morte das Rosas" src="http://cultodesophia.files.wordpress.com/2011/11/dead-rose.jpg?w=614" alt="A Morte das Rosas"   /></a></p>
<p>O inverno castiga e tudo está morto, os dias eram de um todo cinza, não havia sol.</p>
<p>Estávamos espalhados em meio ao nada, famintos. A fome era nossa única companhia, andávamos de um lugar ao outro revirando restos, quando muito migalhas encontrávamos e a ingestão dessas somente aumentavam a fome logo mais.</p>
<p>Sempre com muita desconfiança, mas com necessária vontade de acreditar, escutávamos estórias de alguns entre nós que diziam já terem sentado junto a mesas fartas, as delícias como descritas dava força a abstração de uma imaginação que vencia a fome e deixava-nos dormir por poucos instantes. O amanhã era dia de novas migalhas procurar.</p>
<p>Notório era o cansaço de todos e frente ao desânimo alguns encontraram na loucura uma forma de sobrevivência, com seus pratos vazios encenavam um banquete, aquele alimento imaginário sustentava-os ao ponto de quererem convidar todos os outros para se fartar da ilusão junto a eles. Mesmo eu quis acreditar ser possível viver daquele alimento ilusório, mas o exercício de minha imaginação sempre cerciou-me.</p>
<p>Em mais uma manhã fria, percebo um murmúrio entre alguns poucos, mesmo a distância pude notar um euforimos entre eles, saíram em um pequeno grupo rumo a lugar desconhecido, continuei na minha fome a migalhas procurar. Ao anoitecer, chegando ao lugar habitual do descambo, encontro aquele mesmo grupo reunido, com um ar de enorme satisfação um deles exibia um belo pão, enquanto os outros colocavam suas bocas em revezamento ao que parecia à principio ser uma taça de vinho. Nesse exato momento conheci a inveja, sabia que aquele pão e aquele vinho não era manifestação da ilusão, até o cheiro desconhecido pude perceber, a fome só fez aumentar, inveja eu limparei.</p>
<p>Disposto na manhã seguinte a descobrir a fonte dos alimentos, adormeci. Nessa noite tive um sonho do qual não recordo em profundidade, mas foi algo parecido à esperança em forma de pão e vinho.</p>
<p>Coloco-me a espreita e começo a seguir aquele grupo nessa nova manhã cinzenta, estão tão satisfeitos que não se dão ao cuidado de procurar por seguintes, depois de uma longa caminhada param diante uma humilde casa de porta vermelha e com um lindo canteiro de rosas ao seu redor, fiquei confuso, como podiam aquelas rosas em cor intensa em pleno inverno radiarem vida enquanto tudo era morte? Nesse momento meu coração bateu mais forte.</p>
<p>Sob um soar de palmas do grupo diante a porta vermelha, um ancião atente ao chamado e saindo da casa traz consigo com embornal dourado, bordado com uma imagem de seis espadas, de onde tirou pão e vinho e presenteou o grupo. Nesse momento quis eu sair correndo e apanhar com minhas mãos aquele alimento, mesmo que para isso tivesse que enfrentar todos aqueles santos privilegiados da assembléia, mas sentei-me e chorei, enfim as estórias eram verdadeiras, havia alimento ainda sobre a terra.</p>
<p>O grupo retorna e ali permaneço, aquelas rosas encantaram-me demais para que as deixa-se sem meu olhar apaixonado. O inverno castiga e tudo está morto, menos aquelas rosas.</p>
<p>Agora sei o que é esperança, a conheço dentro de mim ela me completa nesse momento, cai a neve mais o frio não mais incomoda. Não durmo essa noite, fixo o olhar na porta vermelha, estou hipnotizado pelo encanto das rosas.</p>
<p>Dia após dia aqui estou, assistindo a cada amanhecer aquele grupo receber alimento, eu ainda tenho muita fome, não sei o que me falta para bater também àquela porta.</p>
<p>Mas hoje estou disposto a vencer todos os pudores, caminho rumo à porta vermelha e coloco as palmas de minhas mãos a produzirem o chamado, não muito demora e o ancião sai pela porta e em silêncio me oferece de seu pão, ainda vislumbrado brilho compassivo de sua face dourada, pego daquele pão e sacio trezentos e noventa anos de fome. Sentei-me ao lado das rosas, e para minha maior surpresa elas não tinham espinhos, seu perfume somente aumenta o sabor de meu banquete com aquele pão.</p>
<p>Mesmo que por uma longínqua lembrança, agora novamente consigo ver o sol.</p>
<p>Aqui parado diante a porta vermelha, continuo. Nunca mais quero sair daqui, das migalhas não mais recordo, aqui todo dia existe pão.</p>
<p>O Frio continua, mesmo que agora existam forças para suportá-lo, ele continua.</p>
<p>Uma noite dessas deixei a curiosidade tomar frente ante meu pudor e espiei pela janela da casa, afinal de onde vinha aquele pão, novamente me espantei, o interior daquela casa humilde era não mais que um enorme palácio, ouro revestia tudo ali, avistei uma criança alimentando-se com delícias que até mesmo a imaginação de todos os famintos do mundo somada jamais poderia conceber, ali não existia frio.</p>
<p>Volto de frente à porta, ali permaneço por mais quarenta dias me fartando de pão, mas agora ele não é mais suficiente para saciar minha fome, meus olhos avistaram coisas que desafiaram minha cobiça, quero poder sentar-me à mesa junto da criança.</p>
<p>Sim, quero poder sentar-me à mesa junto da criança.</p>
<p>Dou atenção com o tempo a algo que não havia observado, o grupo ao qual segui para aqui chegar diminuía de tamanho a cada dia, até que hoje não há um sequer daqueles, mas o que houve? Dias depois sacio a curiosidade, em meu continuo observar pela janela os avisto, cada um deles, sentados junto da criança em seu farto banquete de delicias. Estou a perder o tempo em contagem aqui diante essa porta e não os vi entrar, mas o simples acontecido me traz ânimo em minha aspiração, convidados adentraram o palácio disfarçado de casa e poderia eu em um tempo breve também ser convidado a adentrar e sentar-me à mesa junto da criança.</p>
<p>Essa ultima foi a maior armadilha de minha ilusão, sentar-me a mesa junto da criança.</p>
<p>Estou aqui nessa porta vermelha a tanto tempo que já figuro até mesmo como parte da paisagem, não existe mais pão. Minhas mãos já se rasgaram de tanto bater em chamado ao ancião, mas o grande consolador da fome de outrora se fechou em seu palácio escondido e nunca mais foi visto. A fome hoje é maior do que nunca, carregada de uma dor que não conhecia e de uma confusão que nunca pensei existir.</p>
<p>Sempre apanha a memória aqueles de ontem com suas estórias sobre mesas fartas, que tinham em um passado mais distante ainda avistado, contudo só tenho uma certeza, não quero me tornar um deles.</p>
<p>Havia encontrado esperança nas letras dos sinais querúbicos, mas amanhã descobrirei que a esperança nunca passou do desespero da fome figurada em virtude, o amigo fiel também era mais uma de minhas ilusões.</p>
<p>Adormecerei por mais uma noite diante a porta vermelha e ao amanhecer essa casa prateada que guarda um palácio não mais existirá em minha vista, nem tão pouco na memória de uma estrela.</p>
<p>Não mais quero acordar.</p>
<p>As rosas morreram e eu me tornei os espinhos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align:right;"><em><strong>Marques Patrocínio</strong></em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cultodesophia.wordpress.com/223/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cultodesophia.wordpress.com/223/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cultodesophia.wordpress.com/223/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cultodesophia.wordpress.com/223/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cultodesophia.wordpress.com/223/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cultodesophia.wordpress.com/223/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cultodesophia.wordpress.com/223/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cultodesophia.wordpress.com/223/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cultodesophia.wordpress.com/223/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cultodesophia.wordpress.com/223/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cultodesophia.wordpress.com/223/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cultodesophia.wordpress.com/223/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cultodesophia.wordpress.com/223/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cultodesophia.wordpress.com/223/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cultodesophia.wordpress.com&amp;blog=13042747&amp;post=223&amp;subd=cultodesophia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Marques Patrocínio</media:title>
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			<media:title type="html">A Morte das Rosas</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Whoredom Scarlet House</title>
		<link>http://cultodesophia.wordpress.com/2011/10/15/whoredom-scarlet-house/</link>
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		<pubDate>Sat, 15 Oct 2011 06:21:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marques Patrocínio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Altruísmo Etílico Anarmônico]]></category>

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		<description><![CDATA[Adentrai príncipes, nobres cavaleiros, virtuosos de toda a espécie; Adentrai andarilhos errantes, homens sem rostos, vagabundos de todos os cantos; Por toda a beleza da estética aqui jáz as maravilhas da ilusão&#8230; Não se apresentai a porta, nomes aqui, não há valor. Adentrai! Prostitutas da terra, eis seu lugar; Teus movimentos perpétuos aqui são adorados. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cultodesophia.wordpress.com&amp;blog=13042747&amp;post=208&amp;subd=cultodesophia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://cultodesophia.files.wordpress.com/2011/10/can-can.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-214" title="Whoredon ?" src="http://cultodesophia.files.wordpress.com/2011/10/can-can.jpg?w=211&#038;h=299" alt="" width="211" height="299" /></a></p>
<p>Adentrai príncipes, nobres cavaleiros, virtuosos de toda a espécie;<br />
Adentrai andarilhos errantes, homens sem rostos, vagabundos de todos os cantos;<br />
Por toda a beleza da estética aqui jáz as maravilhas da ilusão&#8230;<br />
Não se apresentai a porta, nomes aqui, não há valor.<br />
Adentrai!</p>
<p>Prostitutas da terra, eis seu lugar;<br />
Teus movimentos perpétuos aqui são adorados.<br />
Santas covardes adentrai-vos&#8230;<br />
Desvelai a face de teus desejos,<br />
erguei seu santo livro e gritai em êxtase.<br />
Adentrai!</p>
<p>Afortunadas, que aguardam sua vez ao trono;<br />
Deixai o prazer do pensamento futuro de seus senhores,<br />
enquanto a morte não os abate, troca seu cetro por falos.<br />
Experimente conosco o prazer irreal de uma fantasia.<br />
Adentrai!</p>
<p>Todos com suas coroas de metais,<br />
sejam bem vindos.<br />
Aqui todos são reis diante a mesma imagem de glória.<br />
Glória de toda redenção infundada.<br />
Adentrai!</p>
<p>Mercadores de fé, aqui está o teu refugio;<br />
Traga mercador contigo tuas ovelhas,<br />
o gozo a elas prometido, aqui transborda.<br />
Regojizai entre nós com teu rebanho.<br />
Adentrai!</p>
<p>Adoradores do amor lascivo e terno,<br />
venha aos seus se ajuntar.<br />
Abençoados pelo anjo de Gomorra,<br />
que todo vosso amor possa aqui se manifestar.<br />
Adentrai!</p>
<p>Cocheiros enfadados na dúvida,<br />
inerente em todo encruzilhada,<br />
descançai vossa visão dual na unicidade de nossa dança,<br />
nossas dançarinas responde certamente a vossas esfinges.<br />
Adentrai!</p>
<p>Juízes putrefatos na corrupção,<br />
deixem que nossas foices aqui o ceguem.<br />
No vazio da escuridão do teu futuro,<br />
está a inefabilidade no equilíbrio de teu julgamento.<br />
Adentrai!</p>
<p>Covardes, Covardes, Covardes!<br />
Vós que não ousam, mas se escondem por detrás da luz;<br />
Encontre na cama de nossas prostitutas,<br />
a iluminação buscada na sombra das cavernas.<br />
Adentrai!</p>
<p>Jogadores de todo mundo,<br />
ao som de nossos Carmina Burana,<br />
jaz sua sorte&#8230;                                                                                                                                                    Aqui todo dia sairás vencedor<br />
na aposta dos quatro.<br />
Adentrai!</p>
<p>Luxúria sede conosco em nossa casa,<br />
aqui lhe aguardamos em um altar imaginário,<br />
onde a coragem forja castiçais que sustentam<br />
a chama da tua sabedoria.<br />
Adentrai!</p>
<p>Vós que nos oceanos do universo finito<br />
mergulham em direção infinita,<br />
nossas piscinas são mais profundas.<br />
E aqui ninguém se afoga,<br />
todos aprendem a nadar.<br />
Mergulhadores,<br />
Adentrai!</p>
<p>Temida do mundo em silêncio,<br />
resguarda tua arte conosco,<br />
deixe sua dança nos encher de êxtase,<br />
em teu beijo frio<br />
encontraremos o que nos foi negado.<br />
Encontraremos o além de agora.<br />
Adentrai!</p>
<p>Nossos bares têm mais doses,<br />
Profissionais em intensas misturas<br />
embriaga-nos no sangue dos santos,<br />
Sedentos do mundo deserto,<br />
Adentrai!</p>
<p>Vem com tua flauta,<br />
vem com teu odor,<br />
vem com tua liberdade,<br />
Deus Chifrudo!<br />
Vem aqui nos libertar!<br />
Pan, Pan, Pan&#8230;<br />
Adentrai!</p>
<p>Nessa casa nada é deserto!<br />
Tudo vibra ao som de nossos músicos embriagados.<br />
Tudo é destruído e construído em cada nota musical.<br />
Aqui não há torres nem prisões.<br />
Fugitivos do mundo,<br />
Adentrai!</p>
<p>Nessa casa tudo é infinito,<br />
olhai a abóbada de nosso teto e verás.<br />
Nosso telhado são todas as estrelas do céu,<br />
somente para nós,<br />
filhos da serpente,<br />
é que elas continuam a brilhar!<br />
Reféns do mundo,<br />
Adentrai!</p>
<p>Olhai a cor de nossas paredes,<br />
pintadas de ouro rubro,<br />
escarlate e oculto!<br />
Isso é vida.<br />
Aqui quem as pinta,<br />
nada são senão poetas.<br />
Todos que temeis os mistérios,<br />
aqui não há mistérios.<br />
Esses mistérios são nossos inimigos&#8230;<br />
Adentrai!</p>
<p>Crianças do mundo,<br />
despi-te de todo mentira,<br />
brincai com nosso astro rei,<br />
que aqui é tão vassalo quanto tu e eu.<br />
Adentrai!</p>
<p>Dor, pecado, restrição,<br />
tortura, medo, ameaça,<br />
Ignorância e moral,<br />
Aparta-te!<br />
Nossa porta está fechada a vós.<br />
A agonia da cruz que vieste não nos pertence.<br />
Desce tu, dessa altura que os homens ignóbeis o colocaram<br />
e se divirta como criança entre nós,<br />
transfigure o cordeiro em besta<br />
e seja conosco&#8230;<br />
E assim,<br />
Adentrai!</p>
<p>Ao silêncio que a todos ensurdece,<br />
nossas portas são fechadas.<br />
E a bailarina continua entre os elementos,<br />
A dançar,<br />
a dança cósmica das eras.</p>
<p>Tudo agora é silêncio, inocência e êxtase!</p>
<p style="text-align:right;"><em><strong>Marques Patrocínio</strong></em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cultodesophia.wordpress.com/208/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cultodesophia.wordpress.com/208/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cultodesophia.wordpress.com/208/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cultodesophia.wordpress.com/208/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cultodesophia.wordpress.com/208/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cultodesophia.wordpress.com/208/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cultodesophia.wordpress.com/208/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cultodesophia.wordpress.com/208/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cultodesophia.wordpress.com/208/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cultodesophia.wordpress.com/208/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cultodesophia.wordpress.com/208/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cultodesophia.wordpress.com/208/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cultodesophia.wordpress.com/208/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cultodesophia.wordpress.com/208/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cultodesophia.wordpress.com&amp;blog=13042747&amp;post=208&amp;subd=cultodesophia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Marques Patrocínio</media:title>
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			<media:title type="html">Whoredon ?</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>E Assim Nascem os Deuses</title>
		<link>http://cultodesophia.wordpress.com/2011/10/05/e-assim-nascem-os-deuses/</link>
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		<pubDate>Wed, 05 Oct 2011 06:51:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marques Patrocínio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Altruísmo Etílico Anarmônico]]></category>

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		<description><![CDATA[Pertencemos a uma espécie animal que se autodenomina sábia, e o fator que nos diferencia de outras espécies de seres vivos está obviamente em nossa capacidade cerebral altamente desenvolvida e forjada através de nossa evolução milenar, essa capacidade é que nos deu as ferramentas necessárias para alterar o ambiente ao nosso redor em prol de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cultodesophia.wordpress.com&amp;blog=13042747&amp;post=200&amp;subd=cultodesophia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://cultodesophia.files.wordpress.com/2011/10/monkey.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-201" title="Nossos Altares de Espelho" src="http://cultodesophia.files.wordpress.com/2011/10/monkey.jpg?w=400&#038;h=298" alt="" width="400" height="298" /></a></p>
<p>Pertencemos a uma espécie animal que se autodenomina sábia, e o fator que nos diferencia de outras espécies de seres vivos está obviamente em nossa capacidade cerebral altamente desenvolvida e forjada através de nossa evolução milenar, essa capacidade é que nos deu as ferramentas necessárias para alterar o ambiente ao nosso redor em prol de nossas necessidades, isso é o que nos diferencia de uma ameba ou de uma girafa, a capacidade de alterar todo um meio a fim de adaptá-lo as nossas necessidades mais imediatas. No momento que começamos a nos agrupar e fazer uso de nossa capacidade cerebral nos tornamos a forma dominante de vida biológica sobre esse planeta, deixando nossos parentes mais próximos da superfamília Hominoidea ainda pulando de galho em galho enquanto erguíamos pirâmides e aquedutos.</p>
<p>Somos capazes de tantos feitos grandiosos em termos de transformação e alteração do meio em que nos encontramos inseridos, desvelamos a natureza ao ponto de deixar-la seminua, contudo ainda não nos demos à chance de individualmente encarar o mais importante desafio, desvendar a nós mesmos, sem com isso criar novas prisões de condicionamento. Somos amaldiçoados com um mal raro entre os seres vivos, auto-consciência, e essa é tão plástica e tangível que foi se moldando com as condições do meio que alterávamos e ainda alteramos pela transformação e câmbio de nossas necessidades, precisávamos apenas ser e com isso viver. A linearidade da vida não tinha importância alguma, mas essa ingenuidade foi destruída pela evolução, hoje ainda continuamos apenas precisando SER, no entanto complicamos essa verdade simples ao extremo de não entendê-la, fugimos de nossa condição animal. Esse confronto entre o animal e humano jaz no âmago de todo ser em nosso gênero, mesmo nunca gostando de pensar sobre isso, queremos o ápice daquilo que já o somos.</p>
<p>Nossa natureza animal é o que nos define enquanto espécie e nossa capacidade cerebral é o que nos diferencia enquanto gênero. Demos tanta importância a um só lado dessa balança que negligenciamos completamente o outro, o animal em nós. Esse animal possui uma característica definidora, a faculdade de expressão, que nos concedeu a capacidade de transmitir conceitos e idéias através da fala e da escrita, a partir de então se deu inicio a um intercâmbio de experiências subjetivas e a criação de conceitos objetivos aplicáveis ao conjunto.</p>
<p>A raiz de toda percepção transmitida entre os seres é encontrada na observância dos sentidos, percebemos nosso mundo através desses sentidos, e por essa percepção nos tornamos reféns desses que deveriam ter sido apenas mais uma ferramenta e não guia das transformações, isso porque, esses mesmo sentidos é que pautou toda a evolução a nos escravizou. Nossa consciência fenomenal é direta e exclusivamente fruto da experiência dos sentidos, mas os sentidos não transcendem a idéia de consciência, um exemplo é nossa consciência de acesso, determinantemente a ponte entre a falta de sentidos e a abstração. Mal percebemos que na idéia de ausência de qualquer ou todos os sentidos, continuamos como primordialmente, existindo, tendemos a resumir tudo a processos mentais de nossa cognição animal, e por mais que essa capacidade cognitiva seja altamente desenvolvida em nosso gênero, ela se torna falha na busca quando busca explicar a si- mesma partindo de si- mesmo, e disso resulta sua maior catástrofe, criar um ser a sua imagem e semelhança e colocá-lo acima das nuvens, para esse sim, explicar nosso gênero como criador, a partir de então, esse ser (ou seres) ditaria o que somos, de onde viemos e todos os malditos porquês, aqui nasce o comodismo de pensamento e reflexão humano, e nesse parto como irmã gêmea nascem às religiões, que por sua vez criam códigos morais (não fazem sentido fora da convenção social), instituem valores e ditam esses que se autodenominam homens sábios, esses mesmos que criam conflitos generalizados e matam uns aos outros.</p>
<p>Quando encaramos friamente nossa natureza animal e deixar de lutar contra ela, assimilando o meio e não o transformando pela destruição, talvez possamos encontrar algumas respostas sobre nós mesmos, nossa escravidão e por fim, o caminho da liberdade que nós colocará novamente nos pináculos de onde nunca deveríamos ter abdicado em prol de um ser com a promessa conforto hipnótico, exteriorizados de nós mesmos, a diferença é que não incutimos nele(es) nosso cômodo prazer de nada fazer. Nós, primatas saciados, louvamos! Amén&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cultodesophia.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cultodesophia.wordpress.com/200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cultodesophia.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cultodesophia.wordpress.com/200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cultodesophia.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cultodesophia.wordpress.com/200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cultodesophia.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cultodesophia.wordpress.com/200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cultodesophia.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cultodesophia.wordpress.com/200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cultodesophia.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cultodesophia.wordpress.com/200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cultodesophia.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cultodesophia.wordpress.com/200/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cultodesophia.wordpress.com&amp;blog=13042747&amp;post=200&amp;subd=cultodesophia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Marques Patrocínio</media:title>
		</media:content>

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			<media:title type="html">Nossos Altares de Espelho</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Um Mau Ensaio Sobre o Mal</title>
		<link>http://cultodesophia.wordpress.com/2011/07/31/um-mau-ensaio-sobre-o-mal/</link>
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		<pubDate>Sun, 31 Jul 2011 05:30:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marques Patrocínio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desvaneios filosóficos]]></category>

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		<description><![CDATA[Em toda sua história como espécie o homem tem buscado símbolos para personificar o que justifica como sendo o mal, mesmo nunca se dado conta de que o mesmo não precisa de personificação alguma, exatamente pelo fato de que não existe o mal como convenientemente entendido fora dessas personificações criadas. Um exemplo clássico dessas personificações [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cultodesophia.wordpress.com&amp;blog=13042747&amp;post=192&amp;subd=cultodesophia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cultodesophia.files.wordpress.com/2011/07/1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-194" title="Cuidado com o olho que tudo vê! Vejo ?" src="http://cultodesophia.files.wordpress.com/2011/07/1.jpg?w=614" alt=""   /></a><a href="http://cultodesophia.files.wordpress.com/2011/07/1.jpg"><br />
</a></p>
<p>Em toda sua história como espécie o homem tem buscado símbolos para personificar o que justifica como sendo o mal, mesmo nunca se dado conta de que o mesmo não precisa de personificação alguma, exatamente pelo fato de que não existe o mal como convenientemente entendido fora dessas personificações criadas. Um exemplo clássico dessas personificações está na figura do diabo cristão, pobre deturpação da imagem do grande Deus Pã e seus chifres e pernas de bode, acrescido de todo instinto de vergonha reprimida pela moral dualista que sustente esse mesmo mal. O mal é simplesmente tudo que é oposto do bem, essa afirmação tola é tipicamente imposta, sem se darem conta de que esse mesmo bem só é sustentado pela existência do mal que se define como antagônico, querem em si afirmar que tudo aquilo que antagoniza com a idéia de bem pode se determinar como sendo mal, contudo não definem exatamente o que é o bem além da moral tipicamente aceita com seus conjuntos de códigos e preceitos religiosos que por sua vez é caracterizado em um aspecto social e por assim ser, passemos então a ótica obscura das religiões.</p>
<p><a href="http://cultodesophia.files.wordpress.com/2011/07/faunus.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-193" title="Pã" src="http://cultodesophia.files.wordpress.com/2011/07/faunus.jpg?w=614" alt=""   /></a></p>
<p>Voltemos uns 1000 anos antes do nascimento mitológico do Deus Agonizante e encontraremos Zoroastro, um dos pilares do monoteísmo e fonte de muitas das concepções do monoteísmo judaico-cristão, nesse palco o bem estava personificado em Ahura Mazda e o mal em Angra Mainyu, a visão zoroastrica sobre o universo não era outra senão um campo de batalha entre essas duas personificações, aqui nasce à idéia de julgamento final, onde os que seguem o bem seriam guiados por Ahura Mazda a felicidade eterna e os seguidores do mal seriam lançados em um fogo eterno. O bem é tudo aquilo regrado por Ahura Mazda e o mal tudo aquilo que foge dessa regra, logo o mal são todas as oposições dessas regras. Isso é quase a mesma exposição do cristianismo, com o acréscimo pitoresco de que aqui o mal toma não só feições de oposição, mas também de condição. O homem é inerentemente mal segundo o cristianismo, daí a necessidade de ser lavado em sangue redentor a fim de se livrar do pecado original, suas encíclicas afirma o verbo do dogma, o mal é definido como tudo o que está em oposição a Deus, mas ao que parece Tomas de Aquino não era assíduo leitor do profeta Isaias que traz os dizeres desse mesmo Deus -<em> “Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas.”</em> [Isaias 45:7] &#8211; Se Deus é a personificação do bem, e criador do mal, ele deixa sua personificação qualitativa atribuída pelos teólogos cristãos, ao criar o mal ele entra em oposição a si mesmo (-o mal é definido como tudo o que está em oposição a Deus-). Os islâmicos foram mais perspicazes nessa contradição divina, aboliram o conceito de mal absoluto, o mal no islã é mero princípio universal igual e independente do bem, continuam em uma prisão dualista, porem são mais sinceros ao abandonarem as personificações fundamentais, ao contrário do cristianismo interpretam o mal não como causa inerente e imediata, mas sim como resultado daquilo entendido como nocivo, isso remete o islamismo a um novo patamar dualista superior ao raciocínio cristão em coesão, contudo repito, isso não os retira da prisão dualista.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://cultodesophia.files.wordpress.com/2011/07/2.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-195" title="Não apostem suas fichas, seu Deus não aprova jogos, isso é MAL" src="http://cultodesophia.files.wordpress.com/2011/07/2.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A breve exposição religiosa acima se fez necessário para adentrarmos ao cerne de toda a questão, a moral. Em nome da moral formulada em nome de Deus qualquer, por seus legisladores, profetas, discípulos, crentes, políticos, etc., é que se fundamenta realmente a significância do Mal, ele seria caracterizado pela moral errada, adversa a original do Deus que eles comunicam. Assim sendo o mal é comumente aceito como tudo aquilo que é moralmente errado e aqui mora a infantilidade da capacidade humana, uma vez que não há características morais naturais no homem, nada é certo ou errado, e isso torna todo julgamento de bem e mal uma ilusão (mentira), exatamente pelo fator onde se exclui a moralidade, não há regra para julgar as coisas como sendo propriedades do bem ou do mal<em>, </em>postergando-se aos limites da própria irracionalidade de definição.</p>
<p>Se uma definição para o mal se faz necessária a algum leitor, reflitam, essa se encaixaria  em uma só palavra, ignorância&#8230;</p>
<p style="text-align:right;"><strong>Marques Patrocínio</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cultodesophia.wordpress.com/192/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cultodesophia.wordpress.com/192/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cultodesophia.wordpress.com/192/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cultodesophia.wordpress.com/192/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cultodesophia.wordpress.com/192/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cultodesophia.wordpress.com/192/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cultodesophia.wordpress.com/192/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cultodesophia.wordpress.com/192/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cultodesophia.wordpress.com/192/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cultodesophia.wordpress.com/192/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cultodesophia.wordpress.com/192/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cultodesophia.wordpress.com/192/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cultodesophia.wordpress.com/192/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cultodesophia.wordpress.com/192/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cultodesophia.wordpress.com&amp;blog=13042747&amp;post=192&amp;subd=cultodesophia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Não apostem suas fichas, seu Deus não aprova jogos, isso é MAL</media:title>
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		<title>Amo Muito Tudo Isso</title>
		<link>http://cultodesophia.wordpress.com/2011/05/09/amo-muito-tudo-isso/</link>
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		<pubDate>Sun, 08 May 2011 22:07:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marques Patrocínio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Altruísmo Etílico Anarmônico]]></category>

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		<description><![CDATA[Seis bilhões de pobres pecadores habitando nosso planeta devastado, o horror impera no âmago de todos, somente a cobiça por tudo que reluz os une, seres devassos necessitando serem salvos de si mesmos, primatas bípedes se arrastando pela maldade do seu próprio existir, tudo é perverso, em todos a necessidade de redenção, sangue divino a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cultodesophia.wordpress.com&amp;blog=13042747&amp;post=183&amp;subd=cultodesophia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cultodesophia.files.wordpress.com/2011/05/donald.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-184" title="Amo Muito Tudo Isso" src="http://cultodesophia.files.wordpress.com/2011/05/donald.jpg?w=614" alt=""   /></a></p>
<p>Seis bilhões de pobres pecadores habitando nosso planeta devastado, o horror impera no âmago de todos, somente a cobiça por tudo que reluz os une, seres devassos necessitando serem salvos de si mesmos, primatas bípedes se arrastando pela maldade do seu próprio existir, tudo é perverso, em todos a necessidade de redenção, sangue divino a todos resgatar, lascívia, luxúria, fornicação, inveja, guerras, miséria, doenças venéreas , aborto, ódio, chacina, drogas, armas, “segura peão!”, Big Mac, vizinhos, demônios, Sartre, Sodoma, Passoline, a serpente, Al-Qaeda, genocídio, Johnnie Walker, apedrejamento, fuzilamento, ismos e imos.</p>
<p>Eis o câncer da terra, Homo sapiens!</p>
<p>Eis a cura da terra, Sangue Redentor!</p>
<p>Eu devoro no meu café-da-manhã todos esses hipócritas que semeiam o pensamento acima, todos esses que retiram do ser humano a maravilha de serem o que são, toda a evolução em duzentos mil anos para aprimorar o melhor que existe em nós e a única coisa que conseguem diferenciar entre o homem e o macaco são os polegares opositores e o pecado inerente que cabe a nós ao primeiro suspiro pós-útero. Em toda nossa cadeia evolutiva aprendemos movidos pela curiosidade e dessa experiência tiramos as ferramentas de influenciar o meio no qual vivemos, aqui Deus não criou nada nem ninguém, o homem exteriorizou sua porção divina (tudo aquilo que sobressai ao comum) criando deuses e forjando deuses representativos de si mesmo (vide a sofisticada teogonia grega), e foram aprisionados por essa idéia quando o coletivo dos panteões se tornou um só reflexo do paraíso, Jeová usurpou mitologicamente a divindade do homem quando convenceu a personagem Adão de que era seu criador ao invés de mera exteriorização do ego. Mesmo Fichte tendo destituído Jeová ao argumentar o universo como projeção do ego, não teve um propagandista como a personagem Moisés (se bem que divulgar mandamentos seja bem mais fácil do que pedir para alguém estudar a “Doctrine of Knowledge”), a organização do alemão, longe de disseminar um ateísmo infantil, colocou o homem dentro de sua verdade mais íntima.</p>
<p>“This Being out of God cannot, by any means, be a limited, completed, and inert Being, since God himself is not such a dead Being, but, on the contrary, is Life; — but it can only be a Power, since only a Power is the true formal picture or Schema of Life. And indeed it can only be the Power of realising that which is contained in itself — a Schema.”</p>
<p>“Thus then does the Doctrine of Knowledge, which in its substance is the realisation of the absolute Power of intelligising which has now been defined, end with the recognition of itself as a mere Schema in a Doctrine of Wisdom, although indeed a necessary and indispensable means to such a Doctrine: — a Schema, the sole aim of which is, with the knowledge thus acquired, — by which knowledge alone a Will, clear and intelligible to itself and reposing upon itself without wavering or perplexity, is possible, — to return wholly into Actual Life; — not into the Life of blind and irrational Instinct which we have laid bare in all its nothingness, but into the Divine Life which shall become visible to us.”</p>
<p align="right"><em>Doctrine of Knowledge – Fichte</em></p>
<p>Não quero com essa postagem galgar qualquer ataque a religiões constituídas, deixa essa infantilidade a cargo dos marxistas virgens e ateus que descobriram que Deus não é papai-noel pronto a atender os pedidos de suas cartinhas, é antes de tudo essas letras um desabafo onde vejo esse “Deus” monoteísta ser usado como justificativa para a castração do ser humano, transformando-o naquilo que ele não jamais poderá sustentar em ser pois sua natureza é muito maior do que esse clausura escuro e fria onde tentar aprisioná-lo, e nessa padronização da moral dualista é que vejo a afirmativa de Jung mais claramente onde o homem nasce original e morre cópia. Esse Saulo mesquinho, apelado como Santo, é o responsável pelo atraso intelectual humano, São Paulo, toda a necessidade de sermos lavados em sangue redentor parte da esquizofrenia megalomaníaca desse Hitler Romano, que roubou o ensinamento do amor em detrimento do ódio, da perseguição e do sangue. <strong><em>Sola fide, Saulo!</em></strong></p>
<p>Estranha a constatação de fiéis da igreja de Paulo condenarem regimes islâmicos onde mulheres são tratadas como cães e apedrejadas pelo lei divina, uma vez que seu maior argumentador teológico é o maior artífice de misoginia.</p>
<p>“A mulher aprenda em silêncio com toda a sujeição;<br />
pois não permito à mulher que ensine, nem que tenha domínio sobre o homem; mas que esteja em silêncio.<br />
Pois Adão foi formado primeiro, depois Eva.<br />
Adão não foi seduzido, mas a mulher é que, deixando-se iludir, caiu na transgressão;”</p>
<p style="text-align:right;"><strong>1 Timóteo 2:11-14</strong></p>
<p>E até Adão volta a cena aqui.</p>
<p>Amo a natureza humana em todos os seus contrastes exatamente porque é ela que justifica minha curiosidade em  continuar existindo, amo cada ser da terra não como iguais e sim com todas suas diferenças e peculiaridades, bem e mal é mera causa ocasional em meio a confusão que a vida representa, confusão essa que nos dá a exata noção de que não há controle algum sobre o fogo que arde em nossos corações, nossa natureza, nossos instintos, nova argumentação de razão e principalmente nossa lógica frágil e mutável, amo cada ser que meus olhos já focaram, amo todo a dor e todo o prazer que eles me trazem, mas por favor, não confundam de forma alguma esse meu amor com compaixão, e exatamente na luta contra isso que conhecem por compaixão que longe do pós-romantismo alemão que pauto minha caminhada por essa terra. E no final (ao menos o que pensamos como final) quero só uma afirmativa em minha lápide, “Valeu a pena! Cada dor, Cada Prazer, Tudo, Valeu a Pena!”.</p>
<p style="text-align:right;"><em><strong>Marques Patrocínio</strong></em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cultodesophia.wordpress.com/183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cultodesophia.wordpress.com/183/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cultodesophia.wordpress.com/183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cultodesophia.wordpress.com/183/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cultodesophia.wordpress.com/183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cultodesophia.wordpress.com/183/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cultodesophia.wordpress.com/183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cultodesophia.wordpress.com/183/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cultodesophia.wordpress.com/183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cultodesophia.wordpress.com/183/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cultodesophia.wordpress.com/183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cultodesophia.wordpress.com/183/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cultodesophia.wordpress.com/183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cultodesophia.wordpress.com/183/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cultodesophia.wordpress.com&amp;blog=13042747&amp;post=183&amp;subd=cultodesophia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Amo Muito Tudo Isso</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Le bonheur au-delà du moderne Bouddha anglais</title>
		<link>http://cultodesophia.wordpress.com/2011/02/20/le-bonheur-au-dela-du-moderne-bouddha-anglais/</link>
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		<pubDate>Sun, 20 Feb 2011 05:05:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marques Patrocínio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pílulas Vomíficas]]></category>

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		<description><![CDATA[A busca geral de todo humano resume-se ao encontro de algo tão utópico quando a idéia de propriedade da mesma, a felicidade. Mas o que exatamente isso representa além do hedonismo próprio inerente a todo buscador? Não pretendo aqui esclarecer qualquer coisa nesse sentido, não por pudor e sim por total ignorância minha na retenção [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cultodesophia.wordpress.com&amp;blog=13042747&amp;post=176&amp;subd=cultodesophia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_178" class="wp-caption aligncenter" style="width: 330px"><a href="http://cultodesophia.files.wordpress.com/2011/02/01.jpg"><img class="size-full wp-image-178" title="Le bonheur au-delà du moderne Bouddha anglais" src="http://cultodesophia.files.wordpress.com/2011/02/01.jpg?w=614" alt="Le bonheur au-delà du moderne Bouddha anglais"   /></a><p class="wp-caption-text">Le bonheur au-delà du moderne Bouddha anglais</p></div>
<p>A busca geral de todo humano resume-se ao encontro de algo tão utópico quando a idéia de propriedade da mesma, a felicidade. Mas o que exatamente isso representa além do hedonismo próprio inerente a todo buscador? Não pretendo aqui esclarecer qualquer coisa nesse sentido, não por pudor e sim por total ignorância minha na retenção de qualquer propriedade acerca da felicidade.</p>
<p>Aos pré-socráticos a idéia de felicidade era algo simples, denotavam-na ao princípio de uma atividade tão somente, seu escopo de significância não abrangia algo como emoções ou estados (conformo hoje entendemos por estado do espírito humano), felicidade não era nada mais do que possuir coisas que nos delegassem prazeres, homens buscavam riquezas afim de que com elas possuíssem uma condição de proporcionar prazer em beneficio próprio e de seus, a idéia de felicidade andava de braços dados com a ambição por poder. Hoje tal preposição não é muito diferente e por isso permanece minha indagação, mas o que exatamente isso [felicidade] representa além do hedonismo próprio inerente a todo buscador?</p>
<p>Felicidade é inegavelmente confundida com prazer tão simplesmente, como em uma equação onde uma inexoravelmente é resultante da outra, e daí nasce o paradoxo nada moderno da constante insatisfação pelo simples existir, um exemplo simples: Maria gosta de bordar, Maria borda porque isso lhe dá prazer, bordar então torna-se para Maria um caminho para o prazer e nesse caminho Maria encontra a felicidade. No entanto, mesmo bordando, Maria acredita não ter encontrado a felicidade, algo lhe falta além daquele prazer imediato proporcionado por aquela ocupação; Maria gosta de sexo, Maria faz sexo porque isso lhe dá prazer, o sexo então torna-se para Maria um caminho para o prazer e nesse caminho Maria encontra a felicidade ? Ela irá encontrar no máximo o prazer de um orgasmo, alguns  segundos onde a eterna insatisfação humana desaparece em um turbilhão de ausência de razão, assim sendo, onde prazer e felicidade são inexoravelmente resultantes uma da outra?</p>
<p>Foi nessa confusão de apoiar a idéia de felicidade sob a muleta do prazer, seja esse prazer obtido da maneira como queiram e em proporção que satisfaça,  é que está  a forja do drama humano, encontramos prazer, mas junto ao mesmo a idéia de felicidade não vem acompanhada. Não diferente, toda esse escopo que abarca a idéia de felicidade jaz sempre no tempo futuro, no amanhã, sendo o passado o caminho desastroso e o presente a promessa do encontro futuro com a felicidade, um prazer superior ao de hoje que talvez por sua superioridade traga finalmente essa felicidade tão aclamada. E nesse enredo, o próprio prazer passa a descrédito, ele se torna insignificante, pois a necessidade de um prazer maior e mais intenso que traga inerente em si a felicidade se faz sempre necessário, nisso religiões são fundadas e homens castrados integralmente, enfim inventamos nosso próprio prazer  afim de encontrar a idéia de felicidade do outro.</p>
<p>E o que fazemos então nisso tudo? NADA! Minha própria saída dessa forja apóia-se não na obtenção do TODO e sim no NADA, na ausência de tudo esta eu e minha própria idéia de felicidade.  E no mais, quero mesmo é meu Whisky barato enquanto assisto  David Pearce fazer papel de palhaço ganhando  audiência para BBC com sua idéia de que existe um forte imperativo ético para os seres humanos a ser  trabalhado para a abolição do sofrimento em todos os seres [Tremo quando escuto isso]. David Pearce ? Que belo Buda britânico nos destes Queen Elizabeth! A esse ofereço somente carne de porco na esperança de que minha felicidade não se paute na ausência de suas padronizações alá nacional-socialistas do passado.</p>
<p style="text-align:right;"><em><strong>Marques Patrocínio</strong></em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cultodesophia.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cultodesophia.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cultodesophia.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cultodesophia.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cultodesophia.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cultodesophia.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cultodesophia.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cultodesophia.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cultodesophia.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cultodesophia.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cultodesophia.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cultodesophia.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cultodesophia.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cultodesophia.wordpress.com/176/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cultodesophia.wordpress.com&amp;blog=13042747&amp;post=176&amp;subd=cultodesophia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Le bonheur au-delà du moderne Bouddha anglais</media:title>
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		<title>A Vaca nada Sagrada</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Sep 2010 21:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marques Patrocínio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Altruísmo Etílico Anarmônico]]></category>

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<p>Com o recente advento da ignorância tomando força em direção ao que poderá, logo ali, tornar-se prisão de todas as formas autênticas de aspirações sem restrições ou censura, tenho a impressão de experimentar o mesmo sentimento que experimentaria um astrofísico tentando demonstrar as teorias cosmológicas de expansão do universo para uma vaca, e esse sentimento não é de frustração, é um sentimento de desencanto. A vaca preocupa-se somente com o capim de sua pastagem, não se importando nem um pouco com as cercas que limitam esse campo, exatamente por não as perceber além de um corte ou outro que tiveram no couro ao tentar ir adiante, mas para elas tais cicatrizes sempre existiram e não elas não são conseqüências de sua ousadia de quererem algo além do capim oferecido, enfim, vacas não têm memória. A estrutura e a composição do meio ao qual é inserida como produto não lhe afeta qualquer percepção, o capim está verde e somente isso importa, e a ele dedica toda sua atenção enquanto o louco astrofísico tenta lhe ensinar coisas como flutuação quântica, interação nuclear, partícula-antipartícula, perturbações de densidade, recombinação, radiação do corpo negro, reionização, formação das galáxias, formação estelar, supernova, planetesimal e por fitar o espaço continuamente o astrofísico não se deu conta que a vaca o matou com um coice por ele pisar na sua verde pastagem.</p>
<p>Ah, essas vacas!</p>
<p>Eu que na mesma inocência do astrofísico morto apenas desejava oferece-lhes um alicate para romper com as cercas, temo ter de comer capim junto delas no futuro, é que me lembrei aqui no pasto que também já fui vaca, mas uma vez que se pula a cerca da pastagem cotidianas esquecemos essa origem bovinae, talvez por isso nosso desejo que todas as cercas sejam removidas, Platão que por aqui igualmente pastou que nos explique essa tentativa de retorno para libertação. Não me lembro do gosto do capim, mas tenho minhas cicatrizes em meu couro, e ao contrário das vacas que aqui continuam, eu tenho memória.</p>
<p>Ah, essas vacas!</p>
<p>A ultima moda de rebanho aqui na pastagem é fantasiarem-se de vermelho, se soubessem que vermelho é a cor resultante de seu abate em um frigorífico qualquer para além dessas cercas, refletiriam melhor sobre cores. E a marreta que tanto acham bela estampada em amarela é a força motora na imposição das estacas que sustentam as cercas, e como não falar das foices, sim, é com elas que são degoladas nos matadores, vacas.</p>
<p>Ah, essas vacas!</p>
<p>De volto em meio a sua pastagem, que seus senhores não me ofereçam capim. Para além dessas cercas, perdi o encanto e me descobri leão. E que bom que hoje o leão ainda dorme, e que bom que hoje o leão ainda sonha. Pois quando o leão acordar, descobrirão sua fome por déspotas! Sim, sua fome por déspotas.</p>
<p style="text-align:right;"><em><strong>Marques Patrocínio</strong></em></p>
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